segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Corregedoria investiga enriquecimento de 62 magistrados sob suspeita

Corregedoria investiga enriquecimento de 62 magistrados sob suspeita
O principal órgão encarregado de fiscalizar o Poder Judiciário decidiu examinar com mais atenção o patrimônio pessoal de juízes acusados de vender sentenças e enriquecer ilicitamente.

A Corregedoria Nacional de Justiça, órgão ligado ao Conselho Nacional de Justiça, está fazendo um levantamento sigiloso sobre o patrimônio de 62 juízes atualmente sob investigação.
O trabalho amplia de forma significativa o alcance das investigações conduzidas pelos corregedores do CNJ, cuja atuação se tornou objeto de grande controvérsia nos últimos meses.
Associações de juízes acusaram o CNJ de abusar dos seus poderes e recorreram ao Supremo Tribunal Federal para impor limites à sua atuação. O Supremo ainda não decidiu a questão.
A corregedoria começou a analisar o patrimônio dos juízes sob suspeita em 2009, quando o ministro Gilson Dipp era o corregedor, e aprofundou a iniciativa após a chegada da ministra Eliana Calmon ao posto, há um ano.
"O aprofundamento das investigações pela corregedoria na esfera administrativa começou a gerar uma nova onda de inconformismo com a atuação do conselho", afirmou Calmon.
Esse trabalho é feito com a colaboração da Polícia Federal, da Receita Federal, do Banco Central e do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que monitora movimentações financeiras atípicas.
Fonte: Folha S.Paulo

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Juiz adota videoconferência para beneficiar presos de Guarulhos

Em uma iniciativa pioneira, os sentenciados que cumprem pena nos presídios de Guarulhos são recebidos às sextas-feiras pelo juiz Jayme Garcia dos Santos Junior, da Vara de Execuções Criminais. O objetivo é entrevistar os presos sobre o andamento de suas execuções penais. As entrevistas são feitas por videoconferência. Semanalmente, de 25 a 30 presos, além de receber informações dos seus processos ainda podem fazer perguntas ao juiz. 

A ideia surgiu da percepção, durante as visitas realizadas nos presídios, de que “uma das maiores fontes de angústia, ponto de aflição do sentenciado é a falta de informação sobre o andamento de sua execução. Ao visitar o presídio o tempo é curto e só dava para conversar com cinco ou seis presos, pois tinha que vistoriar dependências do presídio, orientar diretores e esclarecer dúvidas”, disse o magistrado. "Às vezes, o sentenciado já tem o lapso para algum benefício e ainda não foi feito. Verificada a situação, determino na hora que os documentos necessários sejam entregues para a apreciação do pedido do benefício, o que agiliza bastante o processo." 

A ação não para aí. Na semana seguinte, o advogado da Funap – Fundação Professor Dr. Manoel Pedro Pimentel, leva o pedido para ser despachado pelo juiz. Durante a videoconferência, quando o preso tem advogado constituído, o juiz tem a cautela de alertá-lo que está no prazo de benefício e orienta para que na próxima visita de familiares avise o advogado para entrar com o pedido na Vara de Execuções Criminais. 

O projeto-piloto foi iniciado com sentenciados do regime fechado do presídio Adriano Marrey, mas em decorrência do mutirão carcerário os processos vieram para São Paulo e as videoconferências foram interrompidas. Por isso, hoje estão sendo feitas com os detentos do regime semiaberto. 

Segundo Jayme Garcia, a ideia é expandir a quantidade de audiências para três a quatro vezes por semana. "Em aproximadamente uma hora consigo passar informações para 25 a 30 presos, relatando os principais incidentes no seu processo de execução." A pretensão do aumento de dias de audiência deriva da informação dos diretores das unidades prisionais de que a novidade mudou a rotina do estabelecimento carcerário. "O preso sabe que terá a oportunidade de conversar diretamente com o juiz sobre o seu processo. Obtendo informações contribui para diminuir suas angustias." 

Ás segundas-feiras, o presídio envia a relação dos sentenciados para serem ouvidos na semana. Para não favorecer ninguém, o critério de seleção é pela antiguidade, ou seja, pela data de entrada no presídio atual. Os funcionários do cartório preparam o processo para audiência. É feito um resumo do andamento processual que é passado na audiência para cada entrevistado. “Se não fosse a ajuda da dona Shirley Nascimento e dos demais funcionários do cartório da Vara das Execuções Criminais eu não conseguiria executar esse projeto”, enalteceu o magistrado. 

“Resolvi utilizar esse aparato que o Tribunal de Justiça nos disponibilizou. Tenho apoio dos diretores dos estabelecimentos carcerários. O presídio Parada Neto não tem sala de videoconferência; sabendo da importância da entrevista, o diretor leva os presos ao Adriano Marrey. Inclusive já foi solicitada à Secretaria de Administração Penitenciária a instalação do equipamento”, disse o juiz. 

As entrevistas acontecem da seguinte forma: o sentenciado entra, senta-se em uma cadeira onde já estão sentados um advogado da Funap e o diretor do Centro de Integração e Movimentação Carcerária. O juiz cumprimenta a todos e inicia a conversa sobre o processo. Na sala de videoconferência há dois monitores de TV, um com a imagem do juiz e outro o da sala do presídio. 

Muitos sentenciados já recebem ali mesmo a notícia do seu beneficio como o de livramento condicional. Ao agradecer ao juiz os presos ouvem dele: "não tem o que me agradecer porque a conquista é sua. Não dei nada, você conquistou. Aproveite essa oportunidade e não cometa mais crimes para não ter que voltar ao cárcere. Preserve essa conquista. Não quero me decepcionar com o senhor!" 

Um dos presos ao receber a notícia de sua liberdade sorriu e disse que “era tudo que precisar ouvir” e que sua mãe estava precisando dele. Ele declarou que não cometeria nenhum crime novamente. Por mais que o juiz dissesse que a conquista era dele e que não precisava agradecer, ele agradecia. Outro, ao ouvir o juiz falar que estava em liberdade, começou a chorar de alegria. Teve ainda um sentenciado que foi perguntado pelo juiz o que ele fez, se havia cortado os cabelos, pois estava muito diferente. O preso sorrindo, meio encabulado, passou as mãos pelos cabelos e disse que “ah, eu dei uma arrumada”. 

O diretor do Centro de Integração e Movimentação Carcerária, Celso Ikier, salientou a importância da iniciativa e afirmou que os presos estão gostando muito. “Eles estão mais conscientes. O comportamento mudou muito após a implantação do projeto.” 

Para o advogado da Funap, Rubens Guimarães Júnior, o mais importante da iniciativa é a expectativa criada para o sentenciado, que se dedica mais para obter benefícios. “A videoconferência é a aproximação do juiz com a comunidade carcerária. Essa postura do magistrado faz a diferença. É um dos melhores projetos que já vi nos meus 17 anos de Funap”, declara Guimarães Jr.


Fonte: AASP

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A RAZÃO DO MEU PROTESTO

 1

*EDILSON SANTIAGO.

“Eu tenho o dever de respeitar as
Instituições, mas, como Advogado, tenho
o Direito de criticar os erros de seus
Integrantes”. Rui Barbosa.


Caros Colegas Advogados e Advogadas Paraenses,
Toda a sociedade paraense, incluindo aí a tríade da justiça vem
acompanhando atentamente os fatos inerentes à crise que se
instalou e se implantou na OAB/PA.
Está sendo provado que, mesmo após a tentativa de uma “saída
jurídica administrativa”, com a nomeação de um Interventor
Federal para serenar os ânimos. Isto não vem acontecendo.
A crise vem se agravando entre os grupos antes parceiros, hoje
antagônicos, se digladiando diariamente, o que vem agravando,
ainda mais, a imagem da OAB em nosso Estado e em todo o
Brasil pela dimensão do escândalo.
Vejamos o que dizem os jornais e os blogs que acompanham esta
guerra diária e com se tem dado o tratamento entre seus
membros e seus ex-dirigentes da Instituição: ”dilapidação do
patrimônio material da instituição; uso ilegal e ilegitimamente
de cartões corporativos em viagens ao exterior; pagamento de
despesas com aquisição de bens de marca no exterior;
pagamento de despesas em bares e restaurante; uso perdulário
de telefones celulares, com despesas de dezenas de milhares de
reais por mês; utilização de carros e demais franquias pagos
pela OAB/PA; destruição de prédio da instituição sem a devida
autorização legal; venda sob o manto da fraude de bem imóvel
da instituição; falsificação de assinatura para venda de bem
2
imóvel; compra superfaturada de bem imóvel para instituição,
assim como uso indevido de dinheiro da seccional”.
Para um leitor desavisado, a primeira vista, jamais pensaria estar
se falando de uma OAB. É notório, e são comuns às manchetes
acimas, se referindo a outras instituições pública ou privada.
Nunca, da nossa OAB/PA!
Justamente aquela que alardeava e trombeteava aos quatro
cantos os erros de todos os Poderes Públicos e ilícitos alheios.
Hoje amarga e se afunda no seu próprio veneno.
Se tudo isto for verdade, tudo isto, é financiado pelo pagamento
da anuidade de dezenas de milhares de advogados inscritos
nesta seccional. Muitas das vezes com o sacrifício do seu próprio
sustento e de seus familiares, principalmente dos Advogados
Iniciantes.
A quem cabe a nossa Ordem defendê-los com mais zelo,
dignidade e atenção, principalmente no tocante a defesa de suas
prerrogativas e sua capacitação profissional junto a ESA/PA.
Alias, já cabe aqui uma pergunta: É esta a destinação que é dada
a anuidade paga pelos advogados paraenses pela
Administração da OAB/PA?
Senhor Interventor, creio que esta resposta, lhe impõe não a
mansidão, que o senhor está pregando aos quatro cantos do
Estado, para o exercício do seu cargo.
Creio também, que o senhor não veio ao Estado a passeio. Sob
pena de passar a ideia à sociedade jurídica nacional de
“interventor faz de conta” ou “interventor cara de paisagem”.
Afinal e ao cabo de 06(Seis) meses, quanto custará aos bolsos
dos advogados paraenses a presença do Nobre Interventor
Federal em nosso Estado?
3
Mas pelo que sabemos do seu perfil, de honradez e probidade
como ex-presidente da OAB nacional, isto, assim não será.
Creio que como interventor nomeado, por aceitação de sua livre
e espontânea vontade, aceitando o “múnus” do cargo.
Deve e pode levantar tudo ao que ao senhor for levado. Doa a
quem doer. Inclusive a formalização de um Pedido de auditoria
independente nas contas passadas.
Exercendo assim seu cargo com toda a liberdade e
independência de ações de um legitimo e fiel interventor.
Sem subserviência de quem o nomeou!
E aos que concorreram por dolo, culpa, omissão, leniência,
condescendência para o estado a que chegamos às penalidades
das infrações a que incorreram.
Aos que em nada concorreram para este estado, à declaração de
sua inocência e absolvição.
Pois como por todos é sabido, e antecipadamente, o exercício de
qualquer cargo dentro do sistema OAB, é gratuito.
E, portanto, a malservação de qualquer um centavo dos
Advogados paraenses e brasileiros pela Administração da OAB,
deverá ser punida.
Porque macula a instituição e fere os advogados.
E é por isto, que hoje discordo do exercício gratuito dos cargos,
exercido na OAB. Creio que a OAB não se enquadra nos termos
da Lei nº 9.608, de 18/02/1998, que dispõe sobre o trabalho
voluntário.
4
Principalmente com o advento da Instituição do Exame de
Ordem. Onde anualmente seus cofres são abastecidos com
milhares de reais, advindos dos tais exames.
Que seja pago pelos advogados o exercício do cargo, daqueles
que forem eleitos democraticamente de forma clara e
transparente.
Mas que o seja exercido com a dignidade e retidão que a
instituição merece.
Inclusive, em artigo de nossa autoria intitulado: “A Caixa-Preta, o
C.N.J. e os Avanços do Poder Judiciário”, em defesa da criação
do CNJ, que inclusive recebi elogios da Ministra Eliana Calmon.
Assim me manifestei, em seu bojo: “Aos magistrados que
agirem com dolo ou culpa, maculando a dignidade e o decoro
imposto à magistratura nacional, determinados pela vetusta
Loman ou em seu Código de Ética, às “chibatadas” do CNJ!”.
E como disse Heráclito Sobral Pinto, exemplo de Advogado para
todos nós. Na frase lapidar de sua autoria: a “ADVOCACIA NÃO É
PROFISSÃO PARA COVARDES”. Que por sinal, seu nome,
encontra-se ausente nesta frase, que se acha afixada no Plenário
da OAB/PA. Por quê? Não sei!
Em recentes entrevistas aos jornais Paraenses, o Interventor já
pode antever o que pesará sobre seus ombros: “A situação aqui
é muito complexa, mesmo entre os grupos antagônicos existem
subgrupos”. Roberto Busato. (Diário do Pará de 02/11/2011).
Tal manifestação me faz refletir, entristecer e comparar a que
ponto chegou a nossa OAB/PA: Um território, um feudo
comandado por “líderes espirituais” que hoje por interesses
feridos, por interesses pessoais, por interesses políticos, por
interesse totalmente fora da legitimidade da OAB/PA vão para o
combate. Esquecendo que os soldados que os nutrem em nada
5
concorreram para esta batalha: (A maioria dos Advogados
Inscritos e Pagantes de Anuidades). E que o quadro até agora
demonstrado, não terá tão cedo, o seu esperado fim. A exemplo
do que exatamente ocorre, no eterno conflito no oriente médio.
Do jeito que as coisas vão daqui para frente nada mais me
assustará. Inclusive já andam falando em iniciativas de boicote
ao pagamento de anuidades; marchas organizadas pela
sociedade civil paraense e advogados descontentes, contra os
atos ilícitos administrativos, civis e penais ocorridos dentro da
OAB/PA. Conforme os grupos e subgrupos estampam na
imprensa.
Inclusive com pedido de prisão e o bloqueio de bens daqueles
que realizaram tais atos, ou concorreram ou prevaricaram. Sem
direito ao amparo constitucional da ampla defesa e ao
contraditório.
Na mesma proporção e conforme virou moda. O dirigente de
plantão da entidade, afoito e midiático, requerer mesmo sem
legitimidade, a prisão e o bloqueio de bens de terceiros
acusados, prejudicando, inclusive o trabalho dos Advogados, que
a estes defendem, que a estes socorrem.
Como ocorrido recentemente em que a Ordem se prestou a
triste papel do Ministério Público, mandando às favas seus
filiados que atuavam na defesa, que dela mereciam proteção e
apoio. Pedindo a prisão de vários acusados em crimes de
corrupção.
E poder judiciário no exercício de seu "magistério
constitucional", no plenário do Supremo Tribunal Federal, o
ministro Eros Grau, em seu voto condutor assentou e vaticinou -
sob o título "combate à criminalidade no Estado Democrático
de Direito" – que: "em nenhuma sociedade na qual a desordem
tenha sido superada admite-se que todos cumpram as mesmas
6
funções. O combate à criminalidade é missão típica e privativa
da Administração (...), através da polícia (...), e do Ministério
Público".
Vai aqui, ao nobre interventor federal, já a título de sugestões,
algumas tarefas que já deveriam ser implementadas.
Realize o mais breve possível, um belo, exemplar e corajoso
pedido de Auditoria Independente, com atuação clara e
transparente, inclusive com a participação de entidades
profissionais civis e independentes, em todas as contas das
gestões que hoje são manchetes nos jornais e que maculam e
entristecem a imagem da nossa veneranda OAB/PA.
Creio que o maior problema do Interventor Federal será realizar
esta tarefa. Pedir esta tão esperada e sonhada Auditoria. Para
derradeira satisfação de todos os advogados paraenses. Afinal
são suas anuidades, é que se encontra em jogo e no fogo.
E isto me faz lembrar a Ministra Eliana Calmon, em seu recente
artigo, “Bandidos de Toga”, em que chegou a dizer:
“Sabe em que dia vou inspecionar São Paulo. Quando o
Sargento Garcia prender o Zorro”.
O que causou um mal estar geral entre os Magistrados. Mas ao
final, sempre com efeito benéfico e terapêutico.
Senhor Interventor, crie um canal de comunicação entre a
sociedade civil, e os advogados de todo o Estado do Pará. Como
por exemplo: “Fale com o Interventor”.
Sendo vedado o anonimato e aceitando idéias e sugestões.
Quem sabe assim, descobrirá, até novos desmandos. Ou outros
prédios destruídos e outros até em vias de alienação! Quem
sabe? Do jeito que está, parece que tudo é possível!
7
Imponha aos seus Diretores Interventores, que não fiquem
encastelados na sede central. Olhando o tempo passar!
Como se estivessem “Esperando Godot”. Numa espera
infrutífera.
Que visitem as Subseções da OAB/PA.
Onde certamente encontraram algumas até quase sucateadas
por falta de suporte financeiro. Nesta certamente encontrarão
algumas com computador, mas sem internet. Outras sequer com
estrutura condigna para funcionamento. Como sempre sob o
manto de que não há suporte financeiro. Também que visitem
as salas disponíveis para os Advogados nos órgãos do poder
judiciário, onde verão a precariedade em que se encontram
também por falta de suporte financeiro.
Visitem as Comarcas de Varas únicas e ouçam atentamente os
reclamos dos Advogados que ali atuam. Vistoriem os parlatórios
dos Presídios e Casas Penais. Perguntem aos funcionários da
OAB/PA, sobre seus salários e vejam os valores que recebem.
Enfim tantas e tantas tarefas que lhes cabe atuar.
Em face de tudo isto, cabe aqui uma segunda pergunta: Quando
a OAB/PA voltara para sua missão que lhe deu a sociedade, o
legislador constituinte e o infraconstitucional. Quando???
Vamos relembrar aqui algumas atribuições, e para que serve a
nossa veneranda Ordem dos Advogados do Brasil.
É uma instituição que tem uma função pública de autoridade,
exclusiva dela, relativa à seleção e disciplina dos advogados,
assim como exerce um papel protetor, de guardiã, ao assumir a
responsabilidade da representação e defesa de todos eles. Não
prestando contas de suas atividades financeiras a nenhum órgão
quer estatal e muito menos privado.
8
Em paralelo a essas atribuições, cabe à Ordem - tanto quanto a
tantas outras instituições e cidadãos - a tarefa de defender a
Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático de Direito,
os direitos humanos e a justiça social.
Como autoridade, a OAB exerce poder estatal; na atuação de
representação e defesa da classe, cumpre um "mandato
universal" de garantia dos direitos de postulação e de defesa -
que na verdade pertencem às partes, zelando pelas prerrogativas
dos patronos de um lado e de outro.
Já a função política há de ser exercida de acordo com a vontade
legítima dos advogados do Brasil, ao menos de maioria
expressiva deles, que se possa dizer representativa de um
sentimento coletivo, atendendo aos preceitos básicos de
garantia do livre exercício da profissão.
Portanto, não se prestando assim, para a realização da vontade,
do interesse pessoal, do interesse político, de realizações de
sonho, de emprego de familiares em poderes públicos, de
indicações “muitas das vezes sob suspeitas” de seus integrantes
para órgãos públicos, para logo em seguida serem todos
impugnados.
Como também para a indicação do tão sonhado “Desembargo”.
Que muitas das vezes por interesse totalmente fora da
legitimidade da OAB, desgastam a imagem e o respeito da
instituição perante a sociedade brasileira.
E foi pela volta das sérias e legitimas atribuições da OAB/PA, e
pelo resgate da dignidade do exercício profissional dos
Advogados Paraenses, que iniciei uma Greve de Fome, no dia
01/11/2011.
Exatamente as 12: 00 h, em plena Praça do Largo da Trindade,
bem em frente a Seccional da OAB/PA.
9
Como forma de protesto, pelo estado a que chegou a nossa
Veneranda Ordem.
E justamente também no dia da entrada do exercício do cargo do
Interventor Federal, nomeado por Brasília. No que me revoltei!
Por que um Interventor não Paraense? Será que dentre todos os
advogados contribuintes da OAB/PA. Nenhum teria isenção,
independência e imparcialidade para dirigir a nossa casa?
Não precisamos de Interventor de outro Estado para resgatar
nossa Dignidade!
Mas, se é inevitável! Que arregace suas mangas trabalhe e
exerça as funções e atribuições do cargo, que voluntariamente
aceitou, juntamente com a sua diretoria.
E ao final, para dar o exemplo, diga aos advogados paraenses,
prestando contas. De qual o custo financeiro desta Intervenção?
Com todas as suas despesas! Incluindo aí, sua estadia no Hotel
CROWNE PLAZZA BELÉM, de 05 (cinco) estrelas.
E iniciei meu ato protesto dizendo: “A OAB do Pará deveria ser
implodida para renascer de novo. Só dessa forma teremos o
resgate da dignidade do exercício da advocacia”. (Diário do
Pará de 02/11/2011).
E encerrei por força de determinação médica no dia 02/11/2011,
por volta das 14 h.
Portanto, eis acima a razão do meu protesto!
Por que tomei esta atitude? Porque a atitude nasceu de meu
sentimento de cidadania. Porque considero um dever cívico de
um cidadão combater desmandos.
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“E pessoalmente porque não vim ao mundo para levantar
bandeira à subserviência. Humildade sim, subserviência, nunca!”
Afinal desde a antiguidade, os romanos sabiam e proclamavam
em brocardo: "ADVOGADO, PESSOA QUE DEVE SER ADMIRADA
PELO POVO!".
E por derradeiro, cabe aqui uma nova pergunta: Estaria o
sistema OAB, necessitando de um Órgão de Controle Externo, a
exemplo do CNJ, no controle do Poder Judiciário? Espero
sinceramente que ainda não! Mas, se assim, as circunstancias
nos levarem, que paguemos o preço, frente à sociedade.
E neste ato quero agradecer a todas as pessoas físicas e jurídicas
que se sensibilizaram com a finalidade do meu ato-protesto.
As centenas de e-mails e telefonemas que recebi. Aos
transeuntes e pessoas do povo, que se sensibilizaram com meu
gesto.
Aos Advogados Criminalistas Paraenses, bem como os de outras
especialidades do Direito que me apoiaram. E especial ao Dr.
Osvaldo Serrão, decano da Advocacia Criminal neste Estado, que
fisicamente me acompanhou durante todo o meu ato, bem como
através da APJ – Academia Paraense do Júri – entidade da qual é
presidente.
Ao Dr. Roberto Parentoni, Presidente do IDECRIM e Membro da
Seção da OAB/SP pela Nota de Apoio ao nosso protesto.
Aos colegas do IPDD – Instituto Paraense do Direito de Defesa.
Aos Advogados Marco Pina, Cesar Ramos, Bruna Koury, Jânio
Siqueira, Luiz Carlos Pina e Henrique Sauma.
Ao Prof. Ivanildo Alves, ao Dr. Luiz Malcher, Médico, pelo
incansável apoio e preocupação com o agravamento do meu
estado de saúde. A Dra. Kellem Serrão, ao Padre Ronaldo
11
Menezes, pela atenção e disponibilidade e uso das instalações da
Igreja da Trindade, em caso de uma eventual chuva torrencial.
E por ultimo ao meu filho Douglas Alex Vieira Santiago, que em
vigília, me acompanhou por toda a madrugada no meu ato
protesto.
E aqui afirmo, que apesar de tudo, ainda continuo acreditando
nos homens e nas Instituições. As administrações passam, as
instituições ficam.
“E como um Bom Soldado, estarei sempre pronto para colaborar,
em quaisquer circunstâncias que envolvam a Determinação e a
Independência da nossa Casa, da nossa OAB/PA”.
Afinal, ninguém é maior que a nossa OAB/PA!
Por fim, como cidadão brasileiro e operador do Direito, faço
estas considerações vinculadas aos princípios da livre
manifestação do pensamento e da atividade intelectual e de
comunicação – na dicção do art. 5º, IV e IX, da Constituição
Federal.
*Advogado Criminalista.
*Ex-Presidente da Comissão de Defesa de Direitos e
Prerrogativas da OAB/PA.
*Presidente do IPDD: Instituto Paraense do Direito de Defesa.
*Membro da APJ: Academia Paraense do Júri.
Belém (PA), 06/11/2011.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Quem vai investigar o MP de São Paulo e do Brasil?

Quem vai investigar o Ministério Público (MP), os estaduais e o federal? Sim, porque é chocante, uma aberração, escandaloso, para dizer o minimo, a atuação do MP que sai das páginas do relatório feito e publicado pela Folha de s.Paulo – e, por enquanto, só sobre a Promotoria paulista!
A investigação sobre o trabalho de promotores e procuradores de Justiça do Estado feita pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) aponta, nada mais, nada menos que lentidão e desvios nesta Promotoria de São Paulo, desperdício de verbas, licitações suspeitas e atraso nas apurações, dentre outros problemas.
Na investigação, a equipe do CNMP constatou que 63 procuradores dentre os 240 pesquisados, estavam com serviço atrasado e que juntos eles acumulam 1.553 processos com prazos acima do previsto em norma. O relatório informa, ainda, que o MP-SP fracionou uma licitação para compra de alimentos, um expediente utilizado para fugir das regras mais rígidas previstas para as concorrências públicas. Efetuou, ainda, a compra de duas meses iguais, uma delas por preço 30% superior ao da outra.
Controle externo já para o Ministerio Publico!
O Ministério Público de São Paulo informou a Folha de S.Paulo que sua Corregedoria-Geral instaurou procedimento para apurar os atrasos nos trabalhos e justificou que os processos estão parados devido ao excesso de trabalho.
Há muito tempo estamos perguntando porque o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não controla os ministérios públicos estaduais e o Federal. Já passa da hora desta providência ser adotada. Basta ver o escândalo escancarado por esta simples auditoria no MP de São Paulo.
E esta resposta do MP-SP não satisfaz, não convence e não justifica nada. Parece uma piada. É como entregar o galinheiro para a raposa cuidar. Essas corregedorias-gerais são, na verdade, uma forma de corporativismo. Controle externo já para o Ministerio Publico! Com a palavra os deputados e senadores.
Fonte: Correio do Brasil

Investigação aponta irregularidades na Promotoria de SP

Desperdício de verbas, licitações suspeitas e atraso nas apurações foram alguns dos problemas encontrados


Inspeção realizada no Ministério Público de São Paulo pelo conselho nacional da categoria constatou uma série de problemas no trabalho de promotores e procuradores de Justiça do Estado.

Desperdício de dinheiro, irregularidades em licitação, furtos, extravio de processos e morosidade nas investigações foram alguns dos casos encontrados na instituição, que tem como tarefa defender a ordem jurídica, o regime democrático e os interesses sociais e individuais.

As irregularidades constam de relatório do Conselho Nacional do Ministério Público aprovado em julho, que tem como base inspeção realizada em setembro de 2010.
Na vistoria, a equipe detectou que 63 procuradores, de 240 pesquisados, estavam com serviço atrasado.

Juntos, eles acumulavam 1.553 processos com prazos acima do previsto em norma, segundo o relatório.

Um exemplo: na área criminal, cada procurador recebe semanalmente, em média, 20 processos e tem até um mês para se manifestar.

O procurador Luiz Antônio Castro de Miranda, por exemplo, segundo o documento, tinha em seu nome 132 processos com prazo acima de 30 dias, sendo 23 deles parados havia mais de três meses.

A Corregedoria-Nacional do conselho determinou que a situação fosse regularizada. O prazo dado para isso venceu no final de setembro.

O relatório também informa que o Ministério Público fracionou uma licitação para compra de alimentos, expediente normalmente utilizado para escapar das regras mais rígidas previstas para as concorrências públicas.

A divisão da licitação é apontado em diversas ações movidas pelo próprio Ministério Público como indício de direcionamento de contrato.

Os corregedores do conselho federal registraram que nem entrariam no mérito da necessidade dos alimentos adquiridos, como água de coco, iogurte, peito de peru, cereais e cappuccino.

A inspeção também constatou que a Promotoria paulista comprou duas mesas aparentemente iguais, mas pagou em uma delas um valor 36% superior ao da outra.
A justificativa seria o "design diferenciado". A única diferença encontrada pela corregedoria, segundo o relatório, foi o tamanho entre as duas: uma era 0,7 centímetros menor.

Para os corregedores, foram desperdiçados R$ 88 mil só em três compras inspecionadas, de um valor total de R$ 589 mil.

O relatório também revela que ocorreram vários furtos em sedes do Ministério Público que acabaram não sendo solucionados. Peças de impressoras, computadores, furadeiras e serras teriam sumido. Há o relato de furtos de três automóveis, sem que tenha havido punições por essas ocorrências.

Processos que tinham de estar na Procuradoria-Geral também não foram encontrados pela inspeção.

Por fim, o relatório diz que os fiscais não localizaram nos dias de inspeção o promotor Lycurgo de Castro Santos, que na época deveria estar trabalhando na Promotoria de Mandados de Segurança.

Fonte: Midia News

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Greve de fome contra intervenção na OAB Pará

Fonte: Academia Paraense de Júri

O ilustre advogado Edilson Santiago, encontra-se em greve de fome na sede da OAB Pará como forma de protesto contra a nomeação de um advogado advindo do Paraná para ser o interventor da OAB Pará.
edilson Santiago explica "Nada temos contra o dr. Busato. Ele é uma figura da maior respeitabilidade. Mas nós somos 18 mil advogados no Pará. Nós temos gente em condições de resolver os nossos problemas"
Edilson Santiago em Greve de Fome
Osvaldo Serrão, Advogado criminalista e fundador da Academia Paraense de Juri, também manifestou apoio ao protesto através de declaração ao Blog Espaço Aberto
"Nós já vínhamos maturando essa ideia havia algumas semanas. Entendemos que é preciso exigirmos uma restauração da ordem na Ordem. A greve, nesse sentido, será um protesto não apenas contra a deterioração na imagem da entidade, desde que estourou esse escândalo todo [decorrente da venda de um terreno em Altamira para o advogado Robério D'Oliveira], mas para demonstrar a nossa insatisfação contra a designação de uma pessoa de fora para funcionar como interventor, sem conhecer as nossas peculiaridades. Como se não tivéssemos aqui gente em condições de resolver os nossos problemas. Por isso, todos nós estaremos ao lado do dr. Edilson Santiago, apoiando-o nessa greve de fome"
Greve de fome - Dr. Edilson Santiago
Vários advogados foram à sede manifestar o seu apoio, entre eles, Dr. Marco Antônio Pina e Dra. Kelem Serrão.
O movimento já começou a tomar força inclusive em outros estados. Em nota, o Advogado Roberto Parentoni, presidente do IDECRIM também manifestou o seu apoio ao movimento em seu blog (Plenário do Júri) e na página institucional do próprio IDECRIM:
"Como advogado criminalista, presidente do Instituto Jurídico Roberto Parentoni – IDECRIM - e membro da seção da OAB/SP, venho me solidarizar com os advogados Paraenses, nas pessoas dos colegas Dr. Edilson Santiago e Dr. Osvaldo Serrão, neste momento delicado, desejando que sejam ouvidos os reclames e respeitados os direitos de todos eles. Que impere o bom senso por parte do Conselho Federal, dentro do Estado Democrático de Direito - pelo qual a OAB lutou para ver manifestada na época da Ditadura em nosso país -, alcançando-se a tão almejada Justiça."
Advogados Clamam por respeito à classe
Entendendo o caso:
A OAB nacional designou 5 interventores que irão dirigir o destino da OAB Pará devido ao afastamento de Jarbas Vasconcelos (presidente) Evaldo Pinto (vice), Alberto Campos (secretário-geral), Jorge Medeiros (secretário-adjunto) e Albano Martins (tesoureiro). Após esse decreto, diversos grupos começaram a publicar notas de repúdio contra essa intervenção. Em destaque para a comissão do meio ambiente da OAB Pará que classificou a intervenção "desproporcional, despropositada e  desmoralizadora de toda a classe".

terça-feira, 1 de novembro de 2011

NOTA DE APOIO AOS ADVOGADOS E ADVOGADAS PARAENSES





NOTA DE APOIO




Como advogado criminalista, presidente do Instituto Jurídico
Roberto Parentoni – IDECRIM - e membro da seção da OAB/SP, venho me solidarizar com os advogados Paraenses, nas pessoas dos colegas Dr. Edilson Santiago e Dr. Osvaldo Serrão, neste momento delicado, desejando que sejam ouvidos os reclames e respeitados os direitos de todos eles. Que impere o bom senso por parte do Conselho Federal, dentro do Estado Democrático de Direito - pelo qual a OAB lutou para ver manifestada na época da Ditadura em nosso país -, alcançando-se a tão almejada Justiça.

Roberto Parentoni
Presidente do IDECRIM